Central de Agendamento e Dúvidas

(79) 3211-9007 • (79) 99657-8891

(79) 3211-9007 • (79) 99657-8891

Febre amarela é registrada no Brasil desde o século XVII; fotos mostram luta contra a doença no passado

Já se acreditou que a doença surgia por ‘geração espontânea’. Medidas como sangria e queima de ervas foram tentadas, mas eram inócuas. Confira o percurso da febre amarela, doença que se confunde com a história do Brasil.

 

As filas, os casos e as mortes por febre amarela estão longe de ser um problema dos dias atuais. O Brasil convive há séculos com a doença: o primeiro caso do qual se tem conhecimento ocorreu em Pernambuco, no ano de 1685, com um surto de 10 anos.

Na mesma década, a doença chegou à Bahia: o número de doentes foi calculado em 25 mil e o de mortos, em 900.

O frei Diego Lopez de Cogolludo foi um dos primeiros a fazer um relato detalhado da doença no Brasil. No trecho abaixo, ele descreve a remissão da doença.

“Na maioria, no terceiro dia, a febre parecia ceder totalmente; diziam que já não sentiam dor alguma, cessava o delírio, conversavam com juízo, porém não podiam comer nem beber coisa alguma, e assim duravam outro ou outros dias e, dizendo que estavam bons, expiravam”.

A primeira necropsia de morte por febre amarela também é do século XVII. Realizada em 1692, em alto mar, ficou registrada a “podridão no fígado” — em consonância com a hepatite, um dos sintomas graves da doença hoje conhecidos.

O que sabemos hoje sobre a febre amarela — o seu ciclo urbano, e o silvestre — e o fato de ela ser transmitida por mosquito também é uma conquista histórica: antigamente, havia um debate sobre se a febre amarela era transmitida entre pessoas e havia intensas campanhas de higienização na tentativa de controlar a transmissão.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/febre-amarela-e-registrada-no-brasil-desde-o-seculo-xvii-fotos-mostram-luta-contra-a-doenca-no-passado.ghtml